Casas espíritas têm papel a cumprir na prevenção ao suicídio

As casas espíritas têm papel relevante para desempenhar na prevenção ao suicídio, de acordo com Fabio Dionisi, autor do livro “Suicídio. Precisamos falar a respeito!”. Em palestra no Centro Espírita Irmão Agostinho, em Brotas (SP), Dionisi enfatizou que as atividades realizadas em um centro espírita contribuem para o processo de reequilíbrio espiritual de indivíduos que estão sendo acometidos por pensamentos de cunho suicida ou que já passaram por uma tentativa de autoeliminação.

As atividades oferecidas pelas casas espíritas e enumeradas por Dionisi são passes, palestras conhecidas no meio espírita como fluidoterapia, tratamento de desobsessão e orientação espiritual. Estas atividades representam ferramentas importantes para auxiliar na prevenção ao suicídio, principalmente, nos casos em que há subjugação espiritual daquele que está com pensamentos suicidas, explicou o autor espírita à plateia que lotava a casa brotense. Dionisi ainda destacou que o cuidado espiritual não substitui os tratamentos tradicionais da medicina, como os que são oferecidos por psicólogos, terapeutas e uso de medicamentos adequados aos casos que envolvem depressão e outras questões de saúde mental. Em particular, citou Dionisi, há comprovação científica de que a atividade neuronal se altera nos casos de depressão e que medicamentos adequados prescritos por profissionais da área de Saúde podem regular tais atividades.

O tema suicídio ainda é cercado por tabus, principalmente em função de tradições culturais e religiosas, na avaliação de Dionisi. Contudo, o autor ponderou que os números alarmantes de tentativas e também de óbitos por suicídio demandam que o tema não seja evitado e, fundamentalmente, que seja abordado de maneira responsável. O autor, que também escreve para a Revista Internacional de Espiritismo (RIE), citou estatísticas contundentes da área de Saúde no Brasil e dados globais, apurados pela Organização Mundial da Saúde, mostrando as mais diversas faixas etárias em risco quando o assunto é suicídio.

O que desafia o bom senso também ocorre, ponderou Dionisi. Os espíritas – que são todos aqueles que seguem a doutrina codificada por Allan Kardec – entendem que o espírito é imortal e as consequências que a abreviação intencional da vida acarreta ao perispírito, leram ou ouviram falar sobre o Vale dos Suicidas, mas todo este conhecimento não elimina os riscos relacionados ao suicídio. O autor espírita citou o abuso de substâncias lícitas e ilícitas existente na sociedade, a crescente escala de prioridades individuais com foco nas questões materiais em detrimento do núcleo familiar e o esforço das trevas para tentar impedir que o planeta Terra deixe para trás sua situação de mundo de provas e expiações.

Diante da gravidade da situação, afirmou Dionisi, a casa espírita tem o dever de oferecer todas as atividades necessárias aos seus frequentadores com objetivo de atuar na prevenção ao suicídio. No âmbito individual, concluiu o autor, a caridade deve ser exercitada na prática por todos e cada um de nós. Ao citar as palavras de Jesus Cristo de fazer ao próximo o que desejamos que seja feito a nós mesmos, o palestrante salientou a importância de reconhecer, escutar e agir quando alguém der sinais de que precisa de ajuda ou está se mostrando desiludido com a vida.

Pela Equipe de Comunicação do C.E. Irmão Agostinho

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