Somos o resultado exato das escolhas que fazemos

Desde o minuto em que acordamos até a hora que nos deitamos, passamos o dia fazendo escolhas; calculando riscos, pesando metas, escolhendo caminhos. Escolhemos que roupa vamos usar, em que posto vamos abastecer, o que vamos comer e até mesmo que caminhos vamos seguir. E é assim durante toda a nossa vida. Escolhemos o que estudar que profissão vamos abraçar, com quem vamos nos casar, enfim, temos nas mãos as rédeas de nossas vidas, embora a grande maioria de nós não se de conta disso.

Deus, que é nosso Pai de infinita bondade, nos agraciou com o maior presente de todo o Universo que é a liberdade de escolha a que chamamos LIVRE ARBÍTRIO. Porém, somos escravos das consequências que tal liberdade carrega. Dependendo das escolhas que fazemos, somos abatidos pela dor, ou abraçados pelas felicidades de tais consequências. É o que costumamos chamar de, LEI DE CAUSA E EFEITO.

Em resumo, somos nós que decidimos quase todos os caminhos de nossa existência, ou seja, o sucesso de nossa encarnação depende, quase que exclusivamente de nós.

Quando reencarnamos, não trazemos escrito em nosso “livro do destino” o roteiro completo e irrevogável de nossa jornada que se inicia. Simplesmente porque não existe destino imutável, muito menos carma irrevogável. Sei que assim falando vou de encontro à opinião dos fatalistas e dos adeptos da crença carmica e as respeito, mas não posso deixar de expressar minha opinião.

Quando reencarnamos o que trazemos conosco são muitas esperanças e um mar de possibilidades. É aí que entra nosso livre arbítrio e é aí que a maioria de nós se compromete com dívidas advindas das escolhas mal feitas e atos impensados.

Vou explicar melhor meu o raciocínio. Quando nascemos, a única certeza concreta que temos é de que vamos desencarnar. Porém, quando e em que circunstâncias esse desencarne ocorrerá, na maioria esmagadoras das vezes, é fruto das escolhas que fizemos, seja na atual jornada ou em anteriores.

O espírito, Camilo Castelo Branco, no livro Memórias de Um Suicida, psicografado por, Ivone do Amaral Pereira, explica que, ao nascermos nosso corpo físico traz certa carga de fluído vital em quantidade suficiente para os anos de vida terrena a que o espírito esta programado. Porém, nada impede que abreviemos esse tempo na carne.

Suponha que um homem nasça com fluído vital para uma existência de oitenta anos. Se ele viver bem e fizer boas escolhas, chegado o tempo, o fluído vital se extingue e ele desencarnará. Porém, se durante a encarnação este homem fumou, bebeu alcoólicos em demasia, usou drogas, levou uma vida repleta de noitadas insones, dirigiu veloz e perigosamente, sua encarnação chegará ao fim bem antes do previsto e com muito mais dívidas do que quando nela entrou. É então que ouvimos as pessoas dizerem.

“ Coitado, foi a vontade de Deus…” ou então “ …Fazer o que? Deus quis assim…” Então eu lhe pergunto, caro leitor; foi Deus quem o incentivou a fumar e assumir os riscos de um câncer de pulmão e outra centena de doenças ligadas ao tabagismo? Foi Deus quem fez com que ele bebesse alcoólicos até comprometer seu fígado e pâncreas? Quem foi que pisou no acelerador e assumiu o risco de morrer tragicamente em um desastre automobilístico ou, o que é pior, cortar a encarnação de outro irmão antes do tempo assumindo assim pesadíssimos débitos para as futuras encarnações? Foi Deus? Não, meus irmãos, não foi Deus quem quis assim. Deus é Pai amoroso e bondoso, não um juiz implacável e cruel decidindo nossos destinos arbitrariamente. Deus nos criou para a felicidade e outra coisa não quer para nós. Porém, somos imaturos demais ainda para perceber tamanho amor despejado sobre nós todos os dias.

Paremos, meus irmãos, de ser fatalistas. Paremos de achar que somos vítimas do Universo e assumamos o nosso papel de cocriadores de nós mesmos. Façamos as escolhas certas para que possamos sorrir no final. Lembremos a máxima de Chico Xavier.

“ Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo final”

Muita paz a todos.

Texto de José Alfredo Malagutti

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